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O ASSASSINO DA POESIA  ( 3 )


Escrever sempre foi arte,
Faz parte das coisas inteiras
Que necessitam clareza.

A arte depende do corte,

A incerteza, o obscuro,
E o prolixo,
São obrigatório descarte.

O assassino da poesia
Causa a morte da pureza,
A perda da realeza,
Qualidade do bom poeta.

Por ter duvidosa destreza,
Traz o escrito
Travestido na heresia,
Que corrói o que é sensível
Até causar a anestesia
Para o que for verossímil.

Apresenta seu falso relato,
Desnutrido e anêmico,
Como se fora arsênico
O seu diário tempero,
Ao prato acrescentado.

O assassino da poesia
Não é primário no crime,
Tudo faz como se fosse filme...

Age sorrateiro,
Traidor matreiro.

Premeditava, criminoso,
Dia a dia, lentamente,
Outro crime horroroso,
O poema delinqüente.


            *****

José Carlos De Gonzalez
Enviado por José Carlos De Gonzalez em 14/10/2006
Código do texto: T264035
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
José Carlos De Gonzalez
Itu - São Paulo - Brasil, 66 anos
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