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O RIO DA MINHA VIDA

Na minha terra tem um rio.
O rio da minha querida infância,
Onde me banhei com alegria
E, ainda menino aprendi a nadar.
Águas verdes no branco da areia,
Tornou-se parte do meu sonhar.

Corri estradas, andei mundo,
Sonhei castelos, busquei a felicidade.
No peito sinto suas águas refletidas.
Onde ando ainda carrego esse rio,
Que desde menino guardo em sonhos,
E assim, sigo o rio da minha vida.

Hoje sinto tristeza ao ver esse rio,
A cada dia ele morre lentamente.
Não o rio da minha infância,
Este, ainda vive ardentemente.
Mas aquele que ainda insiste,
Turvo, inerte, esquecido e triste.

Corre em filete desespero.
O que será feito desse rio?
Espera alguém que o socorra,
Não deixem suas águas secarem!
Salvem-no antes que morra!
E com ele a esperança do povo.

(Poema em socorro do Rio Ubá, Ubá/MG)
Paulo Afonso Condé
Enviado por Paulo Afonso Condé em 17/10/2006
Reeditado em 16/08/2012
Código do texto: T266799
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo Afonso Condé
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil, 61 anos
99 textos (42126 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 16:11)
Paulo Afonso Condé