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De Fora

Ao percorrer estas tortuosas estradas,
Vejo a vida que passou-se de diante de mim, Vai ver fugira.
Tambem observo os céus que se foram com os seus azuis,
As vezes tristes, as horas largas, constantes e negros, eu vejo.

Ando nos atalhos que hesitei em passar, por medo.
Nos trilhos do metrô,  que outrora pude entrar, tão cedo.
E que perdi a Aurora, e dormi nos caminhos dele, e ele nao tardou em vir,
Logo que despertei de meu sonho, um tao martirio se afastou de mim. A morte vi.

E em cada parte de meu corpo, se via dor, pois mesmo acabado eu sentia.
No pé o desejo insaciável de novamente esmagar, e o braço trêmulo, queria esmurrar,
Nao sabia o porquê, aquela fúria nos olhos que pularam, eu ainda era imbecil por nao saber,
Saber que desde que havia nascido, era um único pretexto para perder na vida. Pude compreender.

Jamais havia tomado conhecimento, e se mesmo com os pulsos dilacerados, de sangue lavados,
Pudesse encontrar minhas mãos sadias, e lá estivesse o anel, nestes dedos que se desfaziam,
Eu nao poderia reata-lo a mim, pois do que fui serei em breve e que tudo se perca no escuro, que plantei,
Entretanto a semente que gerou do berço materno, tende a se propagar, então vejam, aquilo que ja sei.

Observem cada fragmento meu, e no mais que se calem, portanto vereis vós que estou idoneo,
Neste instante de agora sou atormentado pela queda da minha pátria, e que ela seja tua por respeito mútuo,
Que neste chao enxuto, de lagrimas que desfiguram a minha pedra, que arrebenta o meu fóssil mais glorioso,
Que aqui na janela eu me canso de olhar o mundo, de ver o meu corpo imóvel, sorrateiro e mórbido, tao sem convosco.
 
Pois que ainda posso ver as crianças, atras do muro, meninas e meninos, juntos, no seu esconderijo. Aprendendo nao sei o que.
E burlando o enredo, de tao máculas, e perversas. de onde os ensinamentos nao surgem, nada cresce, nada produz.
E irao ser como eu, extenuados e maliciosos, ao que diz respeito a tao sonhada luz. E ainda permite-lhes todos os avanços.Tamanho.
Voltei da rua, ainda na janela, e a panela queimando piou e me avisou que era hora de voltar ao anomal. Apaguei-lhe o fogo. Senti-me estranho.
Poet
Enviado por Poet em 19/10/2006
Código do texto: T268156
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Sobre o autor
Poet
Campinas - São Paulo - Brasil
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