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doce ilusão

Nós podemos ouvir
As vozes da noite
Na enseada dos oceanos
Juntos, amparados, esteios de um estado.
fizemos nossos planos.

Não podemos ser os mesmos
Se tudo muda a toda hora.
Mas conservamos nosso
Medo e também nossa memória.

Se não sonhamos o bastante
Para não Ter que acordar.
acordamos assustados

Se tudo isso não é perigoso
é no mínimo arriscado.
São só as bolsas, crises ,demandas, ofertas.
São só os juros á cintilar.

E na estante um livro velho
Que não tem nada a me ensinar.
Eu só aprendo a ser mais um ,
A viver bem e a trabalhar

Minha família ,está criada
Eu sou um pai, um avo, um irmão.
Eu tenho tudo , não quero nada
Eu vejo o mundo em minhas mãos.

Ho! doce ilusão.
Tudo que eu tinha não era
Nada além de tudo, que eu pude Ter.

Ho! doce ilusão
Mesmo assim ainda é pouco
Com tudo isso vou morrer.

Ho doce ilusão
Não me resta nada, além daquilo que
Vou deixar.
Tudo que fui , tudo que sou
minha ilusão pôde
Comprar.



Hugo Neto
Enviado por Hugo Neto em 20/10/2006
Código do texto: T268744
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Sobre o autor
Hugo Neto
Coronel Fabriciano - Minas Gerais - Brasil, 32 anos
37 textos (891 leituras)
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