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Velas

Sopra o vento, no vago azul,
Que se confunde no horizonte... Céu e mar...
Que se confunde no horizonte... Norte e sul,
Quantas saudades! Nesta vastidão sem par...
~
Sopra o vento... Que estica as velas,
E é por elas que vou... Sonhos de menino...
Que não traçou mapas nem paralelas,
E nunca aceitou o seu destino...
~
E lá se vai... Vai-se com o vento,
Mas cala-se com a calmaria...
Ao esperar um novo advento,
Formado da lembrança, do dia em que partia...
~
Pois o silêncio não é lúcido, e se desnuda,
Mostrando a face do medo vil e profano...
Palavras ao vento, são palavras mudas,
E palavras mudas não provocam danos...
~
Palavras mudas não provocam feridas,
São como poeira, levadas pelo vento ao mar...
Que se confunde no horizonte... Como imagem perdida,
Que se confunde no horizonte...  E sem ter como voltar...
~
Então o barco perde-se, se põe a deriva,
E, contudo, vai modificando-se com o tempo...
E sua imagem morta, vai tornando-se viva,
Ao esticar suas velas ao favor do vento...
Marco Ramos
Enviado por Marco Ramos em 20/10/2006
Código do texto: T269003
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Sobre o autor
Marco Ramos
Salvador - Bahia - Brasil, 47 anos
242 textos (16664 leituras)
5 áudios (355 audições)
3 e-livros (406 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 00:34)
Marco Ramos