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ÁRIDA CANÇÃO

Assim de repente...
Veio à minha mente,
Impossível esquecer.
Então me pergunto:
Um sonho absurdo?
Não deve ser lucidez!



De pele sulcada...
Qual sua terra rachada,
Ela segue suada.
Nunca foi coroada!
Só um jarro de água,
Que equilibra na estrada...
Na extrema aridez,
Secaram os seus anos,
Oitenta, talvez.
Um sorriso sem dentes,
Comemora contente
O que a vida lhe fez.
Nunca foi à escola,
Mesmo assim cantarola...
E sempre canta outra vez!
Seus pés calejados
Nunca foram calçados...
Só conhecem percalços.
Sob o sol escaldante,
Ela segue ofegante,
O seu vôo rasante...
E no final do dia,
Se ajoelha na trilha...
Para a AVE-MARIA.
Não conhece outra história,
Então...esta é sua glória!
De morrer...sem viver.


                           SP, 21/10/2006
MAVI
Enviado por MAVI em 21/10/2006
Código do texto: T269707

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Sobre a autora
MAVI
São Paulo - São Paulo - Brasil, 56 anos
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