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Mordida


Arredio são meus passo visíveis atrás do amor,
Esse que come o peito descontrolando a dor,
E deixa uma dormência no fim de cada mordida.

Ah! Esse amor sem portas nem janelas,
Tão abstrato, sem cor, carne ou cheiro,
Que exige outra metade para aliviar um peito.

Choro sim,
pois outra metade não posso te dar,
Já está ocupado, a saudade mora lá.

E a pessoa só deixou escrita na minha solidão
Sua presença, assim como no meu coração sua ausência
-Me deixando, só.

Mais mesmo roído por dentro,
E dividido numa saudade eterna,
Sou um dolorido apaixonado
Sempre importuno,
Esperando no fundo mais uma mordida.

Rodrigo Obelar
Enviado por Rodrigo Obelar em 24/10/2006
Código do texto: T272296

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Sobre o autor
Rodrigo Obelar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 35 anos
68 textos (2116 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 00:16)
Rodrigo Obelar