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SER "REI"

A natureza elimina os que vão ficando mais fracos ou que nasceram mais fracos de mente ou de corpo físico ,

as guerras sucedem-se e os " Reis " dos mundos responsáveis também desta desordem humana vão palestrando nos estádios trocando as bolas .....

Penso e posso pensar .

"REIS"
*****

Quantos Reis desfilam dias
Nos estádios trocando bolas

Quantos dias os Reis
Desfilam horas nos palácios ...

Eu de mim Rei sou !

Quantas noites no céu olhadas
Luas novas de luar estrelado
Sorrindo serenas acariciam
Quem as olham e vêm Sereias
De mares sem fim de Nautas

Quantos dias suados
Em labutas de sustento
Humano de menino a crescer
Em frente , de alma enfunada
Herói de si nos sonhos abraçados .

"Reis" , que sois de mim se Rei eu sou ?

Dura vida a quem nela é dura a vida
Passageiros ligeiros de um instante
Supomos estufados de peitos teimosos ,
A estrada é pronta nascendo .

Abado olhar fechando o andar
A quem a si apenas olha .

Segue , a (h)ora é esta em nós :
Cada dia é uma oração mas ....

"há os que sentem a chuva
Só quando esta lhes cai em cima" (FP)

Quando a água molha
No cacimbo que vem regando
A terra , na brisa a chorar
Trazendo o vento no som
Que chega a penetrar a noite
Da tarde que se esvai ...
Aproximando-se em passos menina
Inebriando a hora no beijo ;

Passageiro o instante ápice
Quem o vê segue ao vento
Barco à bolina em velas içadas
No toque do leme levando as ondas
No comando de quem ligeiro
No incerto é o caminhar

Em passos de remo a vapor
Seguindo rios de florestas
Frondosas enquanto vivas
Na terra que quando esgota
Liberta do homem o céu ;

Vai tecendo a vida encontros
Em praias de espaços e Eras
Vai homem atento e ligeiro
Por entre brumas vai gigante ,

Pequeno , vai de fora sabendo
O que existe dentro ,

Segue em cuidado a saber
Da noite nasceu o dia
Horizonte largo velas enfunadas
Abrindo sulcos no espaço do mar .

Criança de olhar lindo
Brinca alegre na areia
Descalça em grupos e rodas
Em façanhas no mundo
Que muitas vezes te magoa

Mulher que passas aí
Diz agora a que vens
A vida que ao mundo dás
Em ti de ti se alimenta

Vem ao meu lado à frente
Suave no passo leveiro
Senhora de si em si sensível
Rasga roupas resplande vestes
Em passarelas de brilhos iluminada

Princesa de mim sereno
Em noites maduras ao luar

Reluz a estrada do astro
A brilhar , vamos criança
Vamos brincar na praia
Ao sol da tarde calma

Senhor do além no olhar
O mar de si lhe é bastante
Passageiro vai no instante
Á chuva do beijo a molhar

E agradeço aos deuses apesar
De dura muitas vezes a labuta .
Valdemar Ferreira Ribeiro
Enviado por Valdemar Ferreira Ribeiro em 24/06/2005
Reeditado em 02/08/2010
Código do texto: T27248
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Valdemar Ferreira Ribeiro
Angola
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Valdemar Ferreira Ribeiro