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”Ladrão de Vidas"

Beijo as flores de maio,
Como quem perde o amor por entre as
Pétalas, expelida a cada beijo mortal
estendida à boca do vento.

Incredulamente atraio os raios,
Como quem come uma vingança,
Ou quem sente o prazer de uma chacina
Entre as carnes.
Sou mostro por dentro da pele,
Sou mortífero, cobra de duas cabeças,
Não tenho rabo sobre posto a mesa,
Sou mito, fera,
Fenício nas duas cabeças,
Mitológica serpente humana.

Sou esfinge que não se levanta,
Paleolítico meus dons naturais,
Espero do sangue o valor,
Da morte o premio de minha
Convalescença,
Minha inutilidade se preserva
Em minha crueldade,
Sou porco entre lavagem,
Vomito que apodrece na boca.

Retorcido como ferro em brasa,
Cravando punhal ou faca no ventre
De uma circunstância,
Rouba a essência de um sentimento,
Adoro ver o último suspiro de um derrotado,
Minha força esta na agonia das outras,
A carne retiro do dente seu resto,
Entre os gritos e o silêncio tenho
Um prazer completo, um orgasmo
Enlouquecido.

Batizo meu desprezo a cada alma
Estendida ao silêncio,
Como quem não se importa.
mais o tempo é meu inimigo,
E a cada manha me tira o brilho,
Lava menos sangue, e menos morte,
assina dia a dia meu suicídio,
mais que tenha eu a morte
em vista e a vida por trás de uma passada
esquina.
E em gloria minha vida escrita e no
meu túmulo esteja a grifa,
"aqui Jaz um ladrão de vidas".

Rodrigo Obelar
Enviado por Rodrigo Obelar em 27/10/2006
Código do texto: T275014

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Sobre o autor
Rodrigo Obelar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 35 anos
68 textos (2116 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 15:11)
Rodrigo Obelar