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O último gole...

Perfuração de sentidos no vitral medieval,
É assim que as coisas circulam na mente fugitiva.
Levo, entrego, rastejo e martelo:
Tudo em prol de uma vida tardia.

Eu sei o que é preciso.
Eu sempre soube do seu aviso.
Estou farto de relatar o ciclo.
Alguém se importa com o choro no circo.

Peço apenas juncos à vela.
Ergo a mão em direção oposta.
O leme entrega o ouro para a aposta.
Casco firme e encalhado na costa.

Não sei fazer lágrimas de óleo.
Não tenho culpa se a certeza só é obtida de um fóssil.
Lava. Limo. Larva. Cava.
Andei sempre no mesmo ponto onde o clero caminhava.

Cravei pedras gasosas no cérebro dilacerado,
Mas a resposta veio de forma ingrata e imperfeita,
Pois nem tudo tem valor de retorno,
Mas tudo vem de forma sorrateira.

Não havia mais como descrever o terror.
Todas as mentes ao redor da casa estavam estagnadas.
Não quero viver esta osmose...
Não quero repetir a dose.
Rafael S Valle
Enviado por Rafael S Valle em 29/10/2006
Código do texto: T276478
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Sobre o autor
Rafael S Valle
Angra dos Reis - Rio de Janeiro - Brasil
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Rafael S Valle