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Abatedouro


Que coisa é essa que faço da vida
Passa a noite, passa o dia e os torno coxos
Trabalho, como e durmo isso é mesmo mocho
Planejo a vida no meio da noite
Em um raiar de novo, agitando espaço
Pra levar a vida não de forma açoite
Desejo um amor e caminhar descalça percebendo
Aromas, alongar o corpo, tomar sol no dorso
Corar minha face, colo e pernas castas
Que queria gastas
E o dia volta a nascer de novo e eu nesse embaço
Vou para o trabalho, emendo o almoço
Faço um alvoroço e nada do meu gosto
À noite eu me dano, repensando em esfera
E a vida passa... E eu fico na espera
Outra vez na lida, tal como na fila de um abatedouro

                                                                       
Regina Romeiro
Enviado por Regina Romeiro em 31/10/2006
Código do texto: T278686

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Sobre a autora
Regina Romeiro
São Sebastião - São Paulo - Brasil
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Regina Romeiro