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Meu país.

As velas velam meu rosto
Vejo o dia virar noite
São as guerras de meu país
Não são gregos nem troianos
São democratas americanos

No meu país não há criança
Já nos pouparam essa alegria
No meu país não há vontade
Isso já foi  alegria um dia

No meu país canta a fome
Suas cordas vocais se alimentam
Do frio de quem não come.

Nesse país há uma luta
E os heróis saem ilesos
Não lutam mas mandam
É nos  perguntamos: a quem obedecemos?

Algo nos diz que é instinto
Algo nos diz que somos submissos
Algo parece não parecer real
De quem e essa guerra?

Com certeza de outrem que não precisa
Lutar.
Porque tanta guerra se e mais simples viver
Em paz.
Porque tanta fome se e possível
Queimar alimentos pra nos controlar.

Porque tanto controle,se meu país
E livre.
Porque comemorar se não há nada
Para falar.
E meu país ? Diga-me meu país
Terra fértil  na qual nasci
 parte de mim se não toda
Volta a ti.

Por que me traístes meu país?
Por que eu te amo tanto ?
Meu país ? se o amor e realmente
Inexplicável, concordo realmente porque lhe amo
Tanto quanto odeio o que fazem de ti

É tão simples amar
Mas preferimos o complexo
Nos odiamos ,como se fossemos
Nossa luz refletida no espelho.

Levamos para casa tantos traumas
Tanto sangue ,tanta guerra ,
Elegemos nossa gente
Que um dia se torna indiferente

Não reconhecemos
Nem mesmo nosso rosto
No espelho do banheiro
A existência lamentável
Nos deixa a par de meras explicações

Procuramos no simples
Achamos tudo o que uma vida erudita
Cheia de ideais às vezes nos toma
Por um discurso liberal

Sorrimos para nos conter
Da tristeza de nós ver
Desde Roma , Grécia, Constantinopla
Bizâncio , Egito , mar  vermelho ,
Os caldeus,  visigodos, vândalos
Pagãos ,cristãos.
Jovens ,velhos, em todos os tempos
O mesmo vazio existencial !
De fato não somos todos iguais
Embora soframos do mesmo mal.


Hugo neto

 








 
Hugo Neto
Enviado por Hugo Neto em 05/11/2006
Código do texto: T282401
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Sobre o autor
Hugo Neto
Coronel Fabriciano - Minas Gerais - Brasil, 32 anos
37 textos (891 leituras)
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