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Meu Pai

Quando era menino, e via,
Os amiguinhos abastados,
Pensava na herança
Que não iria ter.
Como eles, não seria,
O que tinham, não teria.

Mal sabia, eu, no entanto,
O que me estava sendo
Dado, de graça, sem pagar,
Riqueza incomparável!

Tantos exemplos de coragem,
Tanta honra, tanta dor,
Tanta luta renhida,
Que assisti, calado, e ouvi.

O caráter acima da glória,
O honesto no lugar do esperto,
Quantas lições aprendidas,
Na escola de sua vida.

Não foi à faculdade,
Mas foi professor de doutores,
Inspiração de cultos e ricos,
Modelo para filhos e netos.

Obrigado, meu pai,
Por seres quem tu és,
Por teres sido tudo o que foste,
Pelas reprimendas, pelas lições.

Obrigado pelo ontem, pelo hoje,
Pelo amanhã e pelo sempre.

A eternidade nos aguarda,
Pai e Filho para sempre.
Guilherme Appel
Enviado por Guilherme Appel em 06/11/2006
Código do texto: T283544
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Sobre o autor
Guilherme Appel
São Paulo - São Paulo - Brasil, 64 anos
14 textos (803 leituras)
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Guilherme Appel