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Repetitivo

Ela passou duas vezes,
sendo, uma delas, a minha vez:
Minha vez de ver a melhor forma de atingir a embriaguez.
Aquela louca vontade de atingir um ponto qualquer que oculte a sensatez.

Ah! Como eu quero...
Assim como, aqueles pedintes, eu espero!
Meço a raiva, ante ao obstáculo, aceso, inculto, reverbero...
Os méritos não rimam com os opressores nulos de razão e esmero!

Ela passou três vezes,
mas não me viu, ali, esperando, há preces.
Mal sabia, eu, o quanto seriam os possíveis revezes,
de estar em meio a tempestade, sem amarras no solavanco dos conveses.

Ah! A vida é boa!
Ter o “viver” é o problema a proa.
Todos remetem sarcasmo para que você se roa.
Ninguém trança a corda para que tu subas até onde não doa.

Ela passou infinitas vezes...
O menino morreu, pisado, como fezes.
Ninguém se importou em presenciar as pútridas peles.
Só se viu uma notícia, corriqueira, repetitiva, repentina, eleitoreira... Reles!
Rafael S Valle
Enviado por Rafael S Valle em 07/11/2006
Código do texto: T285127
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Sobre o autor
Rafael S Valle
Angra dos Reis - Rio de Janeiro - Brasil
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Rafael S Valle