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SOPA DE LETRAS

A boca cheia de letras,
barriga roncando, vazia,
troveja a fome dolorida,
porque poéticamente comia.

Coração feito só promessas;
na alma uma solidão só,
que poemas não libertaram
e sentimentos viraram nó.

Então, quantas doidas palavras
enviadas à esmo, ao vento,
que doídas, voltavam ligeiras,
mesmas dores e sofrimentos.

Poeta, enche a barriga primeiro,
depois solta doloridos ais
e já que te falta dinheiro,
come as letras que são demais!
Riva
Enviado por Riva em 13/11/2006
Código do texto: T290243
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Riva
Peruíbe - São Paulo - Brasil
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Riva