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Malditas palavras

Não se enterneça com meus versos
Não se enfraqueça,  é parca pretensão.
O mérito verdadeiro destas peças
Está sempre escondido no coração

Palavras jamais o exprimem
Por melhor que seja a intenção
Só a sua força redime
Um pouco para a paz, um pouco à razão.

Não essas malditas palavras
Nem outras que possam surgir
Platônicas, murchas, carbonos,
Arremedos do que se sentir

Grades das prisões do sentimento
Tentativas falhas,
Fraco desvario.
Restos, fagulhas, migalhas,
Algo longínquo,
Apenas um fio,
Pobres, solteiras, sem calma,
Surgem sem saber de si.

Não se emocione com elas
São parciais, quase vis,
Elas de pouco lhe valem

Quem sabe de si é o etéreo sentir
Elas de si pouco sabem
Quem sabe é o indizível fluir.
Edbar
Enviado por Edbar em 14/11/2006
Código do texto: T290656
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edbar
Recife - Pernambuco - Brasil, 65 anos
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