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Sou brasileiro

Sou brasileiro igualzinho você e ele
Amo o Brasil não por ser Brasil, mas
por ter nascido nesta terra braseira
Nasci em campos gerais e toquei bois
E como eu andei, andei, andei tanto!

Vivi êxodo e, depois, me fiz citadino
Fábrica, indústria e serviço ao redor
Favelas, eu já convivi muito com elas
Shoppings, vez em quando vou até eles
Só não esqueço a minha terra braseira

Nada de particularmente celestial me
mantém aqui. Às vezes, desisto. Sim?
E tenho razões por ver nosso desamor
antropológico, em modos servis. Vis
Só não abandono o braseiro que é meu

Detesto o nosso jeitinho acima da lei
Odeio o nossos descasos ético e moral
Rechaço nossas mentira e roubalheiras
A injustiça aqui presente me destroça
Mas amo esta terra de belos braseiros

Exterminem nossa igualdade, mas jamais,
conseguirão aniquilar a nossa dignidade
Sim: podem querer, fazer o que quiserem
Podem até destruir as nossas esperanças
Não conseguirão matar de vez a nossa fé

Sou brasileiro igual a você. Há dúvidas?
O campo ficou onde devia. É o progresso!
Agora impera a cidade. Somos urbanóides!
Brasileiro em terra braseira. Fogueiras!
Um dia verei a nossa maioridade. Verei?
Wilson Correia
Enviado por Wilson Correia em 26/11/2006
Reeditado em 26/11/2006
Código do texto: T301622

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Sobre o autor
Wilson Correia
Amargosa - Bahia - Brasil
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Wilson Correia