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Chora Sabiá

            Chora Sabiá


     Minha terra tem roubalheiras
     Onde chora o sabiá
     As gorgetas que na prisão gorjeiam
     Fazem um furor lá.

     No INSS aparecem estrelas
     Na fila do SUS se morre de dores
     Na madrugada sorteio da vida
     Na prisão mais flores
     E dizem que aqui guerra não há
       Ra-ta-ta-tá, Sabiá.

     Na prisão tem primores
     Que tais não encontro eu cá
     Cismo tanto, cismo a noite
     Sobre os prazeres de lá
     Minha terra tem roubalheiras
      Pra matar o sabiá.

     Não permita Deus que eu morra
     De raiva, avistando lá
     Quem tem diploma de horrores
     É mais feliz que cá
     Minha terra tem roubalheiras
     Choro junto com o sabiá.
NOTA:
  Esta é uma intertextualidade da poesia de Gonçalves Dias " Canção
  do Exilio".
 
Mariáh Oliveira
Enviado por Mariáh Oliveira em 26/11/2006
Reeditado em 24/06/2007
Código do texto: T302079
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Mariáh Oliveira
Guarulhos - São Paulo - Brasil
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Mariáh Oliveira