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Eu já decidi

"Todo homem é mais ou menos ciente de que sua individualidade compreende várias ordens de existência , mesmo quando afirma qeu seus mais tênus princípios são meramente sintomáticos de mudanças de seu veículo inteiro"
Aleister Crowley


Irei morrer numa manhã calma
numa dia em que a chuva lave a janela
e as crianças brinquem molhadas e despreocupadas.
Morrerei com o cheiro de café fresco vindo da cozinha
com o rádio ligado emuma emissora legal.
Quero morrer tranquilo, sem pressa
por que a vida já é tão corrida que a passagem tem que ser
o contrário.
Quero ter paz no final
Ficar olhando para o céu e lembrar sempre da Emily e eu pulando na sala da casa de minha mãe.
quero reviver a surpresa de ouvir meu pai tocando baixo com o Ronaldo.
Quando eu morrer quero ter nos olhos a inocência
de quem ficava no chão da sala do vô com o Arnaldinho.
Quero ter aquele riso de contentamento de quem ouvia a Lylian ensaiar com a Pretty Ones.
Quero no corpo a sensação do porre tomado com o Baby Face e o Killer
ou quando a Bárbara e eu passamos a noite juntos em Cuiabá.
Quero ouvir um Blues como Rogério Ribon quando eu partir.
Quero as brincadeiras da Thayana e o carinho do Giz
Quero a cumplicidade da Tata e o amor da Paulinha Viñe
Quero o jeito doido e feliz do Flávio Ferreira e o jeito esquisito e sincero do Clean
Antes de morrer queria na boca o gosto do beijo mais carinhoso que tive
Quero que a saudadede tia Inês, toi João Antônio e do César, não exista
por que eles estarão comigo
Quero o Gui feliz e o Fer limpo. A Tati dona de sie a Jaque adulta.
Quero o Tchesco sorrindo e fazendo rir, a Ordem do Corvo unida
Quero poder sorrir quando eu morrer de vida
Não quero que a D. Ada, minha menininha chore,
não quero que ninguém sofra.
Quero um sarau como velório
Leiam trechos do Livro da Lei
quero que me enterrem com meu tarô
Quero que a Tata saiba que descobri o sentido da vida
e que meu tempo foi o bastante.
Quero ouvir um poema do Vinícius, um som do Raul
um som do Tom, um som do Jim.
Quero que tomem meu uísque, que fumem em meu cachimbo
Que abram minhas agendas e descubram meus poemas
Quero que as portas estejam abertas e as janelas cerradas
Quero um moemnto de luz, por que só durmo no escuro.
Quero um balanço de rede quando eu morrer.
Que o cheiro do mar de Salvador invada o quarto
no derradeiro momento.
Ao lado do caixão os amigos verdadeiros, os amores primeiros
as conquistas últimas.
Quero a Natália Leão citando João Falcão
"Eu só posso te querer se vc não me quiser"
Quero o Neneto, meu poeta livre, poeta e livre.
quero o todo que tive na vida
no instante que eu morrer.
Que festejem meu corpo durante o dia
e que quando chegua a Nuit
a Alessandra esteja segurando a mão do seu amor
que a Renata Melyssa esteja feliz e que seja real
eu possa repousar
Por que já escrevi, li, bebi, e vivi o que quis
nem mais e nem menos.
Que esteja gravado na última morada do corpo
"Aqui jazem Eduardo 'Fred' 'Jim' Duran
poeta, ator e confuso.
Veio, ficou e partiu como se tudo
fosse normal.
Por que tudo é.
O sentido da vida é que a vida não te sentido,
cada um vai por onde quiser.
Filho de Reinaldo e Ada irmão de Tatiana, Fernando, Guilherme, Wander Killer e Jaqueline Assis.
Tio da Emily, a peralta.
Amigo dos amigos
que amou três vezes ao dia
sempre achando que a última era pra valer.
Que se preocupou, sorriu, sofreu e partiu
mil vezes
por que ver o pôr-do-sol do mesmo lugar era estranho. "
Agora, se não couber só escrevam,
"Aqui jazem Eduardo 'Fred' 'Jim' Duran
quem quiser conhecê-lo, lei-o."

Que o mais simples seja o melhor
por que morrerei numa manhã como esta
de chuva lavando as janelas
Velando o sono de uma menina a quem se ama.
O resto foi inspiração...
... Obrigado

Salvador(BA) 05 de julho de 2003
Jim d
Enviado por Jim d em 08/07/2005
Código do texto: T32226
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Sobre o autor
Jim d
Tupã - São Paulo - Brasil, 38 anos
46 textos (1877 leituras)
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Jim d