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ARDE O POUCO QUE INDA RESTA

DA NOSSA TERRA BENDITA

NINGUÉM ESTRANHA, NINGUÉM GRITA

ALÉM DA NOSSA DESDITA

TUDO VARRE A LABREDA

NESTA TERRA RESSEQUIDA

SÓ A CINZA COBRE A TERRA



POVO AMADO, QUE SOU EU

INDAGO PARA COMIGO

QUEM FOI QUE TE CONDENOU

A TÃO INFAME CASTIGO?

FOME... SEDE... DESEMPREGO

ATÉ O CHÃO DE CONDOE

AO VER A GENTE SOFRENDO



ARROSTANDO O DESALENTO

MAS PERSISTINDO LUTANDO



HERÓIS DO MAR SEM NAVIO!


DE LA OCCIDENTAL TIERRA LUSITANA 


ARDE LO POCO QUE AÚN RESTA
DE NUESTRA TIERRA BENDITA
A NADIE EXTRAÑA, NADIE GRITA.
MÁS ALLÁ DE NUESTRA DESDICHA
SE EXTINGUE LA LLAMARADA
DE ESTA TIERRA YA RESECA
CUBIERTA POR LA CENIZA.
PUEBLO AMADO, QUE SOY YO,
INDAGO PARA CONMIGO
¿QUIÉN FUE QUE TE CONDENÓ
A TAN INFAME CASTIGO?

HAMBRE... SED... EL DESEMPLEO

HASTA EL SUELO SE CONMUEVE
AL VER LA GENTE SUFRIENDO
AFRONTANDO EL DESALIENTO
Y EN LA LUCHA PERSISTIENDO

HÉROES DEL MAR SIN NAVÍO!


8/7/2005
Maria Petronilho
Versão em castelhano: Alberto Peyrano


Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 08/07/2005
Reeditado em 28/11/2006
Código do texto: T32249
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 64 anos
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