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DESERTO À BEIRA-MAR PLANTADO

Foste jardim à beira-mar plantado
que das ocidentais praias lusitanas,
Levaste à plebe a arte e o abraço
em terras desconhecidas e estranhas.
 
Foste fulgor e grande, oh poderosa nação,
Invejada pelos grandes reis e senhores,
Porém hoje perdeste o fulgor e a função
és Pátria pobre e saqueada nos horrores.
 
Hoje do teu corpo cansado escorre a seiva,
Tua alma arde nos infernos das potestades
perdeste a magia o fulgor e a linda vida.
 
Em pó te estás a transformar oh Pátria minha
minada pelos teus homens loucos e perdidos,
és agora um triste deserto à beira-mar plantado.
 
09.07.2005
 
(Portugal continua a arder, tal como acontece todos os anos ele é pasto não só do extremo calor como de homens loucos e incendiários. De um país tão pequeno, não tarda muito veremos nele uma extensão do Deserto do Saará... tristeza que doi)
Victor Jerónimo
Enviado por Victor Jerónimo em 14/07/2005
Código do texto: T34090
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Sobre o autor
Victor Jerónimo
Recife - Pernambuco - Brasil, 67 anos
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4 e-livros (176 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 07:49)
Victor Jerónimo