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Incomoda-me a Morte

Olhinhos pequeninos e frágeis como o seu corpo,
Roupas sujas do abandono nas calçadas,
Misturas de tudo, sem cor, amorfo,
Noites mal dormidas e mal amadas.

Difícil é passar e tudo isso ver,
E seguir adiante,  sem se importar.
Suspiro, mas no fundo do meu ser,
IGNORO, GIRO A CABEÇA E MUDO O OLHAR.

Penso: Quanta má sorte!
INCOMODA-ME aquela mensagem.
Livro-me dela desejando-lhe A MORTE,
Tenho medo de integrar-me àquela paisagem.

Fecho o meu nariz.
Odor nauseabundo que vem de dentro,
Faz-me cambalear,

Silencio: Algo me diz,
Que o meu lixo interno,
Está a se manifestar
EMERSON DANDA
Enviado por EMERSON DANDA em 21/07/2005
Reeditado em 21/11/2005
Código do texto: T36568
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Sobre o autor
EMERSON DANDA
Toritama - Pernambuco - Brasil, 52 anos
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EMERSON DANDA