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SAGRAÇÃO DOS RITOS

Eu vi a tempestade
com sua armadura de prata
e fogo, e o meu cavalo louco
enfrentou o vento e a chuva.

Havia no ar este obscuro dom
do sem-rumo, e fiquei cego,
o alado coração bem triste.
O corpo gasto, a boca dividida
entre o real por fora
e o fel por dentro.

Ouvi, Pai de amor,
molhai-me com o sangue por nós,
incompreendidos de Vós e de mim.
Costurai as chagas
na sagração dos ritos
que nos fazem vivos!

Fazei com que eu seja apenas
semente
nesta terra bruta de sóis lampejantes,
esparsas chuvas.

Vamo-nos, todos, por caminhos,
que a Paz está longe

e a palavra gastou dentes e língua.

– Do livro OVO DE COLOMBO. Porto Alegre: Alcance, 2005, p. 57.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/37652
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 25/07/2005
Reeditado em 07/07/2011
Código do texto: T37652
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
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Joaquim Moncks