Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Bolero N° 4

Eu não precisei falar nada,
Se ao teu olhar deixei perdido meu tempo.
E raparei que fiquei no meio da jornada,
Reparei que fiquei até sem argumento...
~
Na tua ausência, me perdi nas palavras,
Palavras que por vezes não tinham tradução,
Uma palavra que rompe a pele e escalavra,
E que argumenta desprazeres do coração...
~
Você foi meu júbilo, mas atenuou!
Fez-se revés, como um grito na garganta.
Como uma fonte, que o desespero secou,
Da saudade que nenhuma presença acalanta...
~
Amar-te foi assim, como joio no trigo,
Como uma praga...Dor...Sem amor...
Transformou um coração mendigo, sem abrigo,
A penar vazio, na sua fruta sem sabor...
~
Um dia sem palavras, eu voltarei com o vento,
Na presença de meu olhar cego e mudo, irá chorar.
Mas não te lembrará de nenhum doce momento,
Somente das lágrimas, de quem não pode mais chorar...
~
E ai de ti, ai de mim...Ai de nós,
Querermos nos comparar a um conto de fadas.
Mas que final feliz?...Se nós terminamos sós...
Sós como as palavras, e mais nada de nada...
~
Pois lá se vão nossas quimeras, nossas utopias,
Devaneios rechaçados pela realidade.
Que nos deu um banho de água fria,
Ao relatar que era falsa a nossa verdade...
~
Eu não pisei em ti minha flor, foi o jardim que secou,
Pois há muito tempo você já não floria...
E meu coração preso, que por muito tempo lhe amou,
Hoje é um escravo pedindo alforria...
Marco Ramos
Enviado por Marco Ramos em 26/07/2005
Código do texto: T37946
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Marco Ramos
Salvador - Bahia - Brasil, 47 anos
242 textos (16657 leituras)
5 áudios (355 audições)
3 e-livros (406 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 07:49)
Marco Ramos