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DAMA

À tarde o vento uivava nas árvores
Trazendo cheiro da dama-da-noite
Num aroma sem fim, de arejar peito.
E varria as folhas quase mortas
Que meu ser piedoso atormentava.

À noite minha visão se confundia
À paisagem que choramingava só
Fechei a cortina e fui me deitar.
Ali a vida parecia mais segura
E a emoção podia superar a razão.

Mas o vento uivava à janela fechada
Não gritei, não levantei os braços
Adormeci a espera da saída concreta
Morri no presente para viver o futuro
Na minha pobre mente quase louca.

Acordei ri das folhas e das flores
E nesse espaço
Vi o que pouca mente pode ver
Sofri o que todo homem pode sofrer
O mundo era a verdade dos céticos
Vento, folhas e flores se misturavam.
Exalando inconfundível perfume
Que acalmava a vida lá fora
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 10/08/2005
Reeditado em 29/08/2005
Código do texto: T41592
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso