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Fazer minha a liberdade

 

 

Sou livre!

 

 Tão livre

como um vento quieto,

um mar de calmaria,

um pardal ferido à fisga,

um pássaro de asas cortadas!

 

Não me aquieto nunca,

sou e vou

ligeireza,

sou e vou

de busca em busca:

 

Tanta, tanta pergunta!

 

Voo na mata cerrada

atrás de uma borboleta

ora sigo-a, ora perco-a:

 

ela, seguindo o perfume que a chama

 

e eu, cega, na erva

tropeço, enleio-me confusa

mas desistir...

 

não, nunca!

Por mais que doa!

 

Há uma asa qualquer

que dentro de mim se agita

e me impele e me grita

 

Voa!

 

 

 

Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 16/08/2005
Código do texto: T43059
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Petronilho
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