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O BRASIL NÃO TEM POVO TEM PÚBLICO

O BRASIL NÃO TEM POVO TEM PÚBLICO (Frase de Lima Barreto)
_Plínio Sgarbi

Encenações perante aos holofotes da mídia:
O Brasil não tem Povo, Tem Público para tantas CPIs (Conclusões ParaLamentar Incompetência da chamada representação do povo).
Gerações: Vivendo e sobrevivendo num estado de carência de movimentos populares.
Movimentos que gerassem alguma ação que efetivamente objetivasse a mexer com os tentáculos da eterna incompetência e das manobras corruptas dos e daqueles que FORAM, dos que SÃO e dos que ESTÃO, daqueles que não deixaram de SER e daqueles que sempre FORMAM o Poder.
Necessitamos de uma REVOLUÇÃO.
Uma revolução que resgate valores e instituições, que desperte a consciência que há muito temos nos distanciados.
Se procurarmos novamente um meio de plantio de ações, levando às massas o sentido justo do que é de nosso direito, talvez, comecemos alguma coisa no meio desse tudo.
Nós, Eleitores somos sabedores das conseqüências do Voto pois, o ato de votar, nessa tal democracia que foi muito mal planejada e está ainda pior na forma pela qual está sendo conduzida, continuará valendo nada vezes nada para o povo. O Voto é uma "arma" pela qual alvejamos apenas em nossas testas. Porém, mesmo sabendo o efeito dessa "arma", surgirão sempre novas frentes e filiais de esquerda ou direita tentando convencer ser as "melhoristas", com os mesmos velhos discursos, vendendo "esperanças" na humanização da política e do trato social nesse estado de coisa que não tem mais conserto.
A esperança pode tornar menos difícil suportar o momento presente e aí sempre aparecerão aqueles vendendo oportunisticamente essas esperanças que faz eleitores a se oferecerem a uma sempre e certa "servidão voluntária".
Passou da hora de mandarmos essa piada chamada de nossa representação a se recolherem às suas insignificâncias.
Se as ações não vem de cima, que elas então, venham debaixo, através do povo, e a questão é desde já, levantarmos em uma campanha para juntar lenhas para uma fogueira onde que pudéssemos, nas próximas eleições, jogar o nosso título de eleitor que para nós, nunca serviu para nada, ou melhor, serviu apenas para manter ativa essa "chama" chamada de "nossa representação".
Uma campanha para esclarecer que ao jogar o título de eleitor numa fogueira em praça pública, queremos dizer que o nosso Voto não mais será utilizado por este ou aquele candidato para "arrumar" sua vida e a vida de seus cupinchas. Uma campanha para dizer que não concordamos mais com tanta impunidade, tanta roubalheira, tanta podridão, com tanta CPIs que só dão em pizza e os recursos saqueados nunca voltam aos cofres público.
O sistema eleitoral brasileiro está podre.
A podridão já vem das convenções partidárias e das coligações, onde a corrupta moeda de troca são os cargos públicos, nepotismo e o trafego de influencias.
As campanhas eleitorais tornaram-se muito mais um confronto econômico do que de idéias.
Sabemos muito bem o que acontece: sempre o candidato eleito está muito aquém de nossas expectativas, sempre... Há mais de 20 anos que estamos elegendo essa quadrilha que leva o nome de: A Representação do Povo.
A eleição há muito que virou comércio e o voto, mercadoria. O que varia é o preço. Desses eleitos não se pode esperar moralidade, pois, rapidamente seus bens pessoais, assim como os de sua família e de sua corriola, aumentarão.
Se não bastasse isso, tem a tal matemática do bendito coeficiente e aí, aceitamos que ao votar num candidato estamos elegendo um outro, da mesma legenda, que nem sequer conhecemos (que depois pode pular para outra legenda) ou um outro que não gostaríamos de ver reeleito de maneira alguma.
A corrupção eleitoral não passa da apropriação de cargos e de recursos públicos por parte de oportunistas. Onde a sociedade não se impõe de forma organizada, não são gerados controles efetivos do poder. Assim, seus detentores não se sentem obrigados a prestar contas e a corrupção corre solta.
Uma campanha para jogar o título de eleitor em uma fogueira em praça pública, seria uma semente plantada na consciência da massa. Assim, dessa semente, poderiam germinar outras ações que nos levassem a crescer nas atitudes do exercício de nossa cidadania, conquistando assim, o respeito que merecemos.
Falta ao povo acreditar que tudo pode começar a mudar através do estimulo ao Plantio de Ações ( preparar, apontar, atirar ) sem mais permitir fartas colheitas dos tentáculos da corrupção.
Para que a presença de todos seja respeitada e seja realmente representada, devemos achar um MEIO de plantio de AÇÕES que efetivamente pudessem nos dar a "FORÇA" para um planejamento e construção do nosso tão desejado bem-estar.
Só vamos conquistar alguma coisa quando deixarmos de aceitar e acatar qualquer forma de manipulação, quando deixarmos de ser massa de manobra, quando organizados, soubermos criar e utilizar os mecanismos e os aparelhos necessários para enfrentar esse poder oportunista do sempre continuísmo.
Agora, é o momento ideal de colocarmos nossa formação crítica tentando despertar em nós novas formas de pensar e agir, que gerassem idéias revolucionárias.
Nós, cidadãos ordeiros pagadores de impostos, acomodados e manipulados eleitores, seremos verdadeiramente representados e respeitados quando o Poder começar a sentir nossas ações.
Gostaria de ver um dia que SER brasileiro fosse motivo de orgulho e não apenas um SER habitante de uma terra de ninguém.
O Ontem é história, cheia de bons e maus exemplos.
O hoje é agora, e...
O amanhã depende de nós...
Acordarmos com a VONTADE de querer seguir em frente, deixando um rastro de dignidade e coragem.
A coragem não é a ausência do medo.
É a sua presença mais o desejo de seguir em frente.
_Plínio Sgarbi . Jaú.sp.
Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 05/09/2005
Código do texto: T47848
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 54 anos
241 textos (218250 leituras)
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5 e-livros (510 leituras)
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Plínio Sgarbi