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Título de Eleitor: Jogar numa Fogueira

Se o voto mudasse alguma coisa, o povo seria proibido de votar.

Essa sujeirada-roubalheira toda promovida pela "nossa representação" que há mais de vinte anos estamos cooperando com o nosso voto, creio que, na forma que está e da forma que continuará, manifestações favoráveis e ilusórias da validade do Voto, ao ato de Votar, é como chover no molhado pois, estamos suportando acomodados a cada dia nessa sempre situação, nesse eterno continuísmo.
O Voto é uma "arma" pela qual alvejamos apenas em nossas testas. Porém, mesmo sabendo o efeito dessa "arma", surgirão sempre novas frentes tentando convencer ser as "melhoristas", com os mesmos velhos discursos, vendendo "esperanças" na humanização da política e do trato social nesse estado de coisa que não tem mais conserto.
A esperança pode tornar menos difícil suportar o momento presente e aí sempre aparecerão aqueles vendendo oportunisticamente essas esperanças que faz eleitores a se oferecerem a uma sempre e certa "servidão voluntária".
Para o bem do Brasil, o fundamental seria estarmos discutindo os problemas que aumentam a cada eleição, os problemas que a cada voto, nos afligem. Esse é o Foco, esse é o Imediato e nesse oceano de manifestações sem ações, não vejo em que podemos achar ou tirar, exigibilidades e cobranças quanto ao desvios de recursos públicos voltem, corrigidos, aos cofres da nação, ou então, pescar soluções e idéias que possam influenciar o individuo brasileiro a evitar que seja a presa de sempre dessa nossa política-sócio e econômico desenvolvida aqui no Real Brasil de todos nós.
Todas as idéias dos homens vêm de fora de algum modo. Da sociedade que o cerca, dos livros que lê, das influencias da sua vida e da influencia de sua própria natureza. Precisamos urgentemente achar um meio de pensamento voltado a massa para que influenciasse o brasileiro a não ser essa pressa fácil desses tantos aproveitadores que a cada dia aparecem a nossa frente.
Só vamos conseguir respeito e representatividade quando o poder começar a sentir nossas ações.
Interessante seria, imaginarmos a repercussão mundial se, a população de apenas um dos mais de 5 mil municípios do Brasil, erguesse uma fogueira em praça pública e, todos os eleitores jogasse o título de eleitor.
Mais sensato seria desde já, nós eleitores, ir juntando lenhas para uma fogueira onde que pudéssemos, nas próximas eleições, jogar o nosso título de eleitor que para nós, nunca serviu para nada, ou melhor, serviu apenas para manter ativa essa "chama" chamada de "nossa representação".
Ação assim é que seria uma grande manifestação de cidadania.
É lamentável, triste e decepcionante perceber que perdemos o espírito revolucionário (ou será que um dia, de fato, nós o tivemos?).
Para que a presença de todos seja respeitada e seja realmente representada, devemos achar um MEIO de plantio de AÇÕES que efetivamente possa nos dar a "FORÇA" para um planejamento e construção do nosso tão desejado bem-estar.
Se procurarmos novamente um meio de plantio de ações, levando às massas o sentido justo do que é de nosso direito, talvez, comecemos alguma coisa no meio desse tudo.
Falta ao povo acreditar que tudo pode começar a mudar através do estimulo ao Plantio de Ações ( preparar, apontar, atirar ) sem mais permitir colheitas de falsos ídolos e ideais.
Mas, o fato é que a letargia do cotidiano, a imposição de nossas necessidades e a ideologia intrínseca em nós, podam, cerceiam e desestimulam nossas idéias revolucionárias.
Agora, seria a hora de colocarmos nossa formação crítica tentando despertar em nós novas formas de pensar e agir, que gerassem idéias revolucionárias.
Nós, cidadãos ordeiros pagadores de impostos, acomodados e manipulados eleitores, seremos verdadeiramente representados e respeitados quando o Poder começar a sentir nossas ações.
Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 05/09/2005
Reeditado em 13/10/2005
Código do texto: T47854
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 54 anos
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Plínio Sgarbi