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Cadê aquela ideologia?

...eu tinha um fusca e um violão
na marmita do aflito peão
tinha ovo frito, arroz e feijão
o Caetano acenava sem lenço na mão
para a Tereza, nega do Jorge e amiga do Gil
e todos sentados na grama do aterro sob o céu anil
observavam o Chico em sua construção... finalizando versos em proparoxítona...
E onde estão agora aqueles caras que compunham inteligentes canções protestos, redigiam manifestos ?
Onde eles estão ?
Por que não estão na mídia formando opiniões?
Por que não estão passando seus conhecimentos e experiência aos pensadores do momento que compõem raps?
Por que não estão dando "AULAS", ensinando estudantes o que é "SER" manifesto?
...Verdes valores monetários, ideais captando Recursos... aqueles caras agora estão vivendo com os direitos autorais de suas canções, livros e de gordas indenizações.
...O time entrou no mesmo jogo, para uma pergunta, triste espetáculo em respostas, outras apostas???...
Aqueles caras agora estão Negligenciando o Momento.
É triste viver e lamuriar a perda de uma ideologia, mais desolador ainda é não saber, com exatidão, se ela existia de fato.
Estamos vivendo agora numa pior ditadura, essa disfarçada de democracia.
O povo finge ter direitos e o governo de cumprir seus deveres.
Candidatos de vários níveis disputam cargos de níveis variados, declamando problemas que não pretende resolver, além de outros que criarão.
E o Brasil naufraga com seu berço esplêndido.
Desemprego, violência, crise política e social são conseqüência da falta de democracia em que vivemos. Apesar de terem os militares voltados aos quartéis há vinte anos, continuamos sob a ditadura “civil”. Os ares de liberdade que respiramos trazem algumas névoas estranhas. Currais eleitorais, Congresso omisso, instituições totalmente desacreditadas, o corporativismo fascista dos sindicatos abrigados nos partidos repartidos e partidos, e também, a mais completa ausência de justiça, em que o direito é privilégio de quem detém o poder econômico (políticos, sonegadores, máfias, tráfico e etc.).
É possível haver democracia onde os crimes cometidos ficam impunes porque a “inocência” é comprada? É possível falar de liberdade sem a existência de um padrão ético mínimo? Se a democracia é uma forma de governo na qual o poder emana do povo, por que é imposta?
Hoje, convivemos e assistimos reuniões de bandidos nas esquinas das roças e nos alqueires urbanos, como: nos sinais de trânsito; nos arrastões das praias e nas portas das escolas; infiltrados em partidos político, imprensa, sindicatos, bancos, igrejas; nas armas, nas togas, na mídia, nos movimentos.
Pela democracia, simples, sem conjecturas, gostaria ver um dia, que o brasileiro fosse motivo de orgulho e não apenas um habitante de uma terra de ninguém
Merda!
Cadê aquela ideologia
Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 05/09/2005
Reeditado em 05/09/2005
Código do texto: T47857
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 54 anos
241 textos (218012 leituras)
21 áudios (3298 audições)
5 e-livros (510 leituras)
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Plínio Sgarbi