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TIREI A ROUPA DO REI

“Tirei a roupa do rei”
– disse o bufão à platéia -
E eu pensei ser majestoso
O que a roupa escondia.
Mas quando o manto caiu
Tudo que se viu
Foi uma coisa pequena
Infectada por doenças
Cultivadas no laboratório
Da falta de caráter.
Tempos dolorosos
De fuga de divisas
Embaladas ou encuecadas.
Tempestades genoínas
Furacões dircelinos
Varrem o céu desse país
Levando pra cucuia
A história desse povo.
Alastra-se essa peste
Por cidades e países
Fincando suas raízes
Fez brotar negra floresta,
Cercada de lamaçal,
Escondendo lobos e hienas
E  na calada da noite
Devoram os pobres cordeiros.
O rei perdeu a roupa,
Ficou nu balançando a pança,
Porém continua a lambança
De severínicas investidas
Pra continuar nababescamente
Sendo  sultão no harém
Das odaliscas compradas
Com o dinheiro público.
Vistam o rei do circo
Para esconder a pequenez
Do membro que é seu orgulho
Pois todo político corrupto
Não vale a titica do Pluto.

15/09/05.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 15/09/2005
Reeditado em 25/09/2005
Código do texto: T50819

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão