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O Roubo

Sentimento de impotência no ato em evidência
a falta do que é seu, sobra um grito de clemência
procurar não adianta, tudo aquilo se perdeu
na memória o registro, na alma um puro breu.

No passado era farto, como seios de aurora
no diário esta escrito, mil eventos em uma hora
não encontro na lembrança a resposta do vazio
se o tempo é sempre o mesmo, então perdi o navio.

No presente se desfaz, como sonho e esperança
mais um ano que se passa, como arte de criança
quando olhei a minha agenda, lá no tempo do apogeu
indaguei comigo mesmo, quem roubou o tempo meu ?

No futuro a oferta,  derradeira idade da vida
a destreza do tempo ensina, o remédio pra toda ferida
por mais tempo que se tenha, no limite da verdade
o ciclo do relógio mostra, o tamanho da eternidade.

marquesK
Enviado por marquesK em 03/10/2005
Código do texto: T56164
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
marquesK
São Paulo - São Paulo - Brasil, 96 anos
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