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Rampa

Olhos preconceituosos!
Discriminsdores!
Não sou quem pensam.
Já tive casa e família.
Já trabalhei e fui diligente.

Estou na rua, mas, da rua não sou.
Apenas mergulhei na onda da burguesia
E deixei-me levar.
Onda desgovernada que me afastava da vida
Levando consigo todos os meus pertences
Lançando-me à margem do meu mundo.

Acordei-me noutro!
Que outrora criticáva-o.
Discriminava-o.
Dizia ser seus habitantes:
Marginais! Vagabundos!

E agora? Ah!Ah!Ah! Também sou uma.
Discrimanada e esquecida
Por esse povo entorpecido, como outrora fui...
Sim, vocês! mergulhados nesse mar,
Mas que ainda não sentiram as seqüelas
Dos seus (próprios) erros.
Giselma Maurício
Enviado por Giselma Maurício em 05/10/2005
Reeditado em 18/04/2007
Código do texto: T56983
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Sobre a autora
Giselma Maurício
Estância - Sergipe - Brasil, 40 anos
15 textos (4607 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 12:46)
Giselma Maurício