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Café psicodélico


Dos tempos de idiotia
quando eu mais drogava que bebia
tudo tinha um ar psicodélico
até o teto da igreja dançava um balé de anjos
e eu bailava lá embaixo...
O céu era amarelo vapor de sódio
e eu detestava aquilo tudo!
Grande porcaria ver postes tremendo
e muros respirando o ar da noite
e carros passando sem ruído
e o ouvido pulsando,
a cabeça pulsando,
mas não tinha pulso quem mais interessava...
Tempos de inocência estúpida
ou de parvoíce intelectualizada,
mas juro que nenhum café era amarelo
e o sol era azul ou verde - não lembro!
Lembro-me de pouca coisa ou quase nada... Que merda!
Poeteiro
Enviado por Poeteiro em 09/10/2005
Código do texto: T57999
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Sobre o autor
Poeteiro
Santos Dumont - Minas Gerais - Brasil
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Poeteiro