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Retóricas...

Eram pontos, mapas, luzes e espectros,
e um homem incerto, a espreitar-me os gestos.
Tinha imagem torta, dada ao desconforto,
e o olhar tão morto, que exalava a morte!
 
Um mural desfeito, rente a minha mente,
já rompia o encanto e apontava o corte,
fundo à carne fria, onde o sangue ardia,
quando se esguichava, em vil melancolia.
 
Vendo aquele homem, de onde o Ser pendia,
minha história insólita, minhas profecias,
já não mais sabiam, do riacho puro,
das correntes águas, que ao mar corriam...
 
Nem da velha árvore, cujo tronco aberto,
fez parir qual filhos, folhas, flores, frutos...
Fez romper-se a Terra, da Semente ao Cosmo,
de onde brotaria, nova, bela e forte!
 
E eu pari Marias rumo a triste sorte?
Vi na pobre alma de olhar cruel,
meu futuro preso em má contemplação.
E gritei: Mais forte, é a fé da minha mão!
 
Que não treme e escreve,
quando empunha a pena.
Que não treme e segue,
ao som do coração...Carrilhão!
 
Pois se passam dias,
todos sonhos vão...
Pois se passa a vida,
nunca é vida em vão...
 
Pois quem vive o medo,
enfrenta o ser leão...
Pois quem teme o tempo,
espreita a tentação...
 
Faz travar duelo,
do seu próprio Ego,
com o fugaz Perdão.
E vence, ou não...


Day Moraes
Enviado por Day Moraes em 09/10/2005
Código do texto: T58238
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Sobre a autora
Day Moraes
Angra dos Reis - Rio de Janeiro - Brasil
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