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Meu medo é meu mundo solfejar uma canção qualquer esquecida
Meu escuro é meu sono brilhar uma forma condizente com o esquema da lembrança
E o meu espelho é meu dia perdido na maré caótica das horas olvidadas
Como estradas de correntezas de areias em solos úmidos da mente apagada

Meu desejo é calar o momento em que o tempo suspenso nesse desconhecimento
Esperou o relâmpago e o vento de um pensamento, perpendicular ao estranhamento,
E condenou o silêncio do raro intento da voz esticada com nós cegos na garganta
Quando nada podia ser dito pelo tempo perdido no véu da ausência e do perecimento

Minha verdade é meu dogma manchado de sinceridade pueril de sorriso da criança
Minha mentira é meu erro vencido por tempo corrido sem ser cobrado por aquilo
E a minha hora é meu carro lançado na curva sem freio do desconhecido futuro presente
Quando meu entendimento do nada é fundamento do tudo que não sei de quase nada

Minha vontade é falar ao pensamento do pensar que vem antes da vontade de tecer pensamento
Que não espero pelo tipo de pensar emergido de um tempo vivido em tempo esquecido
E que toda imagem perdida e eclodida no aleatório ato de resgate espontâneo do que não é mais vivido
É trovão de luz instantânea que toca a terra sem deixar marca ou farol que esclareça o meu porvir como desejo...
Mar de Oliveira Campos
Enviado por Mar de Oliveira Campos em 11/10/2005
Reeditado em 11/10/2005
Código do texto: T58892
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Sobre o autor
Mar de Oliveira Campos
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Mar de Oliveira Campos