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Nosso fim

Penitente quão impertinente
É fogo frio apaixonado
Que tratado com desleixo secamente
Torna o coração amargamente fornicado

Como se borra de coágulos sanguíneos
Percorressem vasos escarnecidos
Separação de gêmeos univitelinos
Impelem ao amor e felicidade macabro destino

Gravado na abóbada
Que outrora fora palato
Onde língua terna roçava
Agora estão as chagas do escárnio

Assim desfaz-se a ternura
Desfaz-se em carne imunda
Torna-se inevitável amargura
Em pele moribunda.
Gustavo Fernandes
Enviado por Gustavo Fernandes em 12/10/2005
Código do texto: T59097
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Sobre o autor
Gustavo Fernandes
Olinda - Pernambuco - Brasil, 34 anos
55 textos (2018 leituras)
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Gustavo Fernandes