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AMANTES DIAMANTE

(Omnis amns amens)
“Todo o amante é demente.”


Amantes diariamente mentem.
Mentem por uma necessidade meramente carnal.
Amantes conjugam um só verbo,
praticam uma só ação, cometem um só pecado,
mesmo assim, momentaneamente, são felizes.

Amantes toleram as ausências constantes,
os atrasos injustificáveis, as desculpas tediosas,
assim suportam calados,
a solidão do corpo e da alma.

Amantes planejam futuros incertos,
certos de que, o que sentem,
é o certo, e o certo,
nem sempre esta perto,
e quando próximo é incerto.

Amantes são amantes de si mesmos,
almas incompletas, corações solitários,
seres dispensáveis, náufragos,
vagam no mar dos amores clandestinos.

Amantes estão sempre esperando,
um telefonema,
uma carta,
um sim.

Amantes fazem do quarto palco,
dos lençóis cenário, do abajur contra luz,
dos espelhos espectadores,
da cama tablado, não atuam, amam.

Amantes são pedras brutas, se,
lapidadas com beijos afiados,
tornam-se diamantes de rara beleza,
peças raras e únicas.

Amantes nem todos tem,
muitos querem ter,
poucos querem ser,
Todo Amante é um Diamante.

“mas o amor é cego e os amantes não podem ver as deliciosas loucuras que eles mesmos cometem”
William Shakespeare ( 1564-1616)
Adão Jorge dos Santos
Enviado por Adão Jorge dos Santos em 14/10/2005
Código do texto: T59730
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Sobre o autor
Adão Jorge dos Santos
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 56 anos
70 textos (8136 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 20:46)
Adão Jorge dos Santos