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MORDIDA DE AMOR NÃO DÓI

MORDIDA DE AMOR NÃO DÓI

Tudo tem uma razão para existir ou acontecer,
até uma simples mordida, você vai ver:
morde o cachorro quando não é amigo;
de mosquito não é mordida, é picada.
Morde-se quando se mastiga o alimento,
quando se pede dinheiro emprestado;
morde-se também quando se está com raiva;
a curiosidade também morde.
Tem gente que se morde de ciúmes ou despeito;
morde-se para não sentir dor.
Existem até mordidas importadas da transilvânia,
que aqui assumem outro sentido.
Variedade de mordidas, como se vê, fecunda,
nenhuma delas, entretanto, se equipara
à única mordida que me dá prazer,
aquela libidinosa, que o meu amor, com carinho,
dá na minha bunda.
Mario Rezende
Enviado por Mario Rezende em 18/10/2005
Código do texto: T60849

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Sobre o autor
Mario Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Mario Rezende