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Zerando tudo

  Zerando  tudo
De Iolanda Brazão



Houve um tempo de minha vida
Que tudo era você
Eu respirava você
Necessitava de você
Queria só você
Cheguei até escrever minha primeira poesia
Dedicada a você
Veio então o encanto
Depois a alegria
A realização maior.
Logo depois a desconfiança
Destruindo seu perfil
Ainda assim, queria você!
Mesmo sem saber por quê
No entanto as fantasias pouco a pouco
Destruíam minha realidade
Sentia saudade do que não tinha
Passei a ser infeliz
Comecei a emitir sinais
Esperneava, gritava, esbravejava!
Fazia loucuras, precisava chamar atenção.
Ainda assim, você  não me via.
 Nem tão pouco me ouvia
Só percebia o tempo passar
Contudo não conseguia alcançar
Comecei a falar mentiras
Vi você  aplaudir
Resolvi falar a verdade
Fui torturada humilhada
O carrasco passou a me chicotear
Negar-me um pão e a me expulsar
Sofri, chorei .com estes fatos
Que falta de humanidade
Eu ali, sem ninguém por mim.
Só, indefesa na toca dos leões
Cercados ainda de aves de rapina.
Odiei,  amaldiçoei você
Precisava cortar os laços
Libertar-me
Pra não ver meu próprio fim
Estava a um passo da loucura
Devido às guerras de nervos, torturas
Nada tinha solução
Só confusão, confusão, confusão!
Agressões verbais, corporais
Peguei o pouco que me restava
Assim partir, procurei meu caminho
Só Deus sabe quantas muralhas tive que atravessar
Com a ajuda de Deus, pude me estruturar
Mesmo  fragilizada, com o coração estraçalhado
Sacudi a poeira, dei a volta por cima
Mas procurei esquecer seu nome
Pra não lembrar tanta maldade
Tanta infelicidade
Mas o tempo é sábio
Só ele cura tudo
Depois de tanto absurdo
Finalmente a compreensão
O amor o perdão
Tudo passou...
Ficaram as marcas, que não podem ser apagadas
Pois que são vidas
E vida é pra ser celebrada
As coisas ruins devem ser deletadas
Contudo uma grande amizade
Deve ser preservada
Pra todo sempre cultivada
No caso a nossa
Pra ser fotografada
Com autógrafos no rodapé
E virar peça de museu
Afinal de contas
Não é todo dia
Que se tem a alegria
De ver pessoas especiais
Feito eu e você
Que atravessaram tempestades, vendavais
E continuam de pé
A sabedoria prevaleceu
O bom senso tudo venceu
Agora é hora de reflexão
Chega de confusão
Vamos celebrar a paz
A compreensão a vitória
Vamos brindar
Zerar o contador e seguir em frente.









Iolanda Brazão
Enviado por Iolanda Brazão em 20/10/2005
Reeditado em 12/11/2008
Código do texto: T61346

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Sobre a autora
Iolanda Brazão
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Iolanda Brazão