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PRISÃO DE PORTAS ABERTAS


Quando falamos em prisão, ocorre-nos logo a idéia de um lugar separado, guardado e vigiado, com altos muros, celas e cadeias. Mas existe outro bem pior, que não somente acorrenta a alma,  posto que a subjuga, mas que aprisiona o espírito e o coração.

Ainda que a relação dessa prisão possa ser extensa, vamos procurar enumerar aqui algumas em vários níveis e classes.

Existem muitas pessoas que vivem em mansões, cercadas de conforto e mordomia (segundo o jargão popular), benesses, mas que evitam saírem desses castelos por razões de segurança (ou seria insegurança?). Têm temor de serem raptadas, seqüestradas, assediadas, enfim, molestadas. E por quê? Devido ser pessoas afamadas, e cujas famas decorem da posse de bens materiais ou por estarem ligadas a outros que a possuem, vivendo assim continuamente em risco de vida (ou melhor, de morte). E essa condição quase sempre lhes entedia a existência. Assim, essas pessoas são presas daquilo que eles ou alguém pensava seria o melhor para elas, nada obstante, nessas circunstâncias, dessem tudo o que possuem para terem uma vida livre, que possam ir e vir sem a maçante tarefa de estarem sendo vigiadas por guarda-costas, seguranças, e olhos indiscretos.

Outros há que, nada obstante terem a liberdade que os primeiros referidos não têm, estão vivendo em prisões menos confortáveis que os primeiros. São pessoas simples, não têm grandes fortunas e nem posses de bens materiais, e nem nomes famosos, mas vivem aprisionadas pelos seus desejos, sendo escravas de si mesmas. Vivem numa prisão erigidas por elas mesmas (?). Falamos de pessoas que fazem casas como se essas fossem seus mausoléus (moradas eternas). Assim, buscam toda comodidade nesses recintos, como se nada mais importasse. Preocupam-se excessivamente com o piso desses recintos, chegando ao cúmulo de proibirem a entrada de amigos e familiares calçados neles, seus lares, para não terem o desagrado de verem “seu chão” sujo. Esses amam mais o chão da casa do que aos seus semelhantes e próximos. Essas pessoas chegam a causar constrangimento a outros, quando proíbem  que entrem em suas casas sem antes se descalçarem. Esses, não raro, são excessivamente cuidadosos com as suas aparências e vestuários, bem como com a higiene de louças e vasos. Não obstante, têm corações acorrentados, e não são capazes de amar nem a si mesmos, nem aqueles com quem vivem: filhos, cônjuge, familiares, etc. São secos, perspicazes, ressentidos, ranzinzas, etc.

Há ainda os que têm um sentimento perfeccionista. e, principalmente onde lideram ou são liderados, procuram se esmerar ao máximo. Querem, hora para si hora para os outros, mostrar que são capazes. Buscam elogios, respeito, etc. Mas, comumente, não se aceitam, e frustram-se com facilidade, não perdoando a si mesmos e nem àqueles com quem dividem espaço, se é que dividem. Esses são daqueles que fazem dos seus ofícios uma obsessão, e tornam-se compulsivos. Dizem que buscam a perfeição em tudo que fazem, mas, no fundo, são possuídos por um sentimento de obstinação. Tornam-se sarcásticos e intolerantes.

No segundo caso, as vítimas são na sua maioria as mulheres. Por razões ignoradas por elas mesmas, mas que dizem ser por gostarem da limpeza e procurarem buscar o reconhecimento de seus cônjuges, extrapolam os limites do razoável.

Quando Jesus andou neste mundo, Ele também encontrou esse tipo de gente nomeio do seu povo. Marta foi um caso. Tão ocupada na tarefa diária, e preocupada com as coisas menos importantes desta vida, não reconheceu o provedor de tudo: Deus, e ainda lhe censurou determinando-lhe que Jesus mandasse a Maria, sua irmã, lhe ajudar. Ao que Ele lhe respondeu graciosamente: Marta! Marta! Estás tão preocupada com tantas coisas, e só uma é importante. E Maria escolheu a melhor parte a qual não lhe será tirada.

Outra classe de pessoas, também do povo de Deus, já que originava-se da religião que professavam os judeus, povo escolhido, era os fariseus. Eles davam mais valor às tradições deles do que aos mandamentos do Senhor. E essa era a tradição deles: não comiam sem antes lavar as mãos muitas vezes; e, quando voltavam do mercado, se não se lavassem, não comiam. E muitas outras coisas haviam que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal e as camas. Mc. 7:3 e 4.

E por não verem os discípulos de Jesus lavarem as mãos antes das refeições, inquiriram de forma acusativa a Jesus.

O secundário para eles era mais importante. O principal, ou seja agradecer o pão para a purificação, eles não deviam fazer. Temiam serem contaminados ingerindo alimentos com as mãos impuras, mas não guardavam os seus corações das contaminações provenientes dos atos,  decorrentes da falta de fé e temor a Deus, a quem eles  ousaram censurar.

Ainda hoje é assim. Muitos do povo de Deus, seguindo as regras que receberam por tradição, não comem sem antes lavarem as suas mãos. Fazem disso um hábito religioso, mas não observam aquilo que deveria ser para eles a religião: os exemplos de Jesus e os seus ensinos constantes em toda Escritura.

Assim, os homens se limitam, se enclausuram, se cercam de paredes caiadas de seu mausoléus, escondendo seus propósitos daquele que sonda rins e corações, e que retribuirá a cada um segundo as suas obras.

Mas Jesus veio para dar vistas aos cegos, liberdade aos cativos e anunciar o ano aceitável do Senhor.

Se você se sente numa dessas condições expostas, abra as portas do seu castelo (ou seria cativeiro?), e aceite aquele que morreu para que tivéssemos acesso à graça salvadora do evangelho eterno.

Jesus quer te libertar do pecado, dos preconceitos, etc. Aceite-o sem reservas em sua casa, e Ele te libertará dessa prisão que, não obstante parecer de portas abertas, te mantêm acorrentado e cativo.
oliprest
Enviado por oliprest em 22/08/2007
Código do texto: T619441
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
oliprest
Manaus - Amazonas - Brasil, 67 anos
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