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vilarejo abandonado


Ei, mundo! Onde está teu sol a sorrir?
Evaporam-se as ninfas,
escurecem as rimas,
e teus filhos não sabem florir.

Mil crisálidas em tuas folhas esperam:
raízes encarnadas neste lodo divinal.
Nos olhos dos teus sábios, os rancores prosperam.
Ó vidas vazias! Ó sede de mal!

E quem mais chora por ti sou eu,
ó mundo sem brilho, de fadas vazio!
E a prole que vem de teu ventre esguio,
e que ama as almas puras mais que as belas
caminha à sombra do leito de um rio...
assim me corrompes, ó triste aquarela!

Como o crepúsculo que apaga as cores de um vale,
em muros rotos e caiados está teu poente:
na tristeza das heras de um verde doente...
Anankê
Enviado por Anankê em 23/08/2007
Código do texto: T620380

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Sobre a autora
Anankê
Araruama - Rio de Janeiro - Brasil, 33 anos
15 textos (1245 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/10/17 19:55)
Anankê