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O Renovador de sonhos





O céu escurecia, ainda era dia,
mas o aspecto do tempo um tanto assustador,
o garoto pré-adolescente, perambulava,
seu rumo era incerto, naquela hora sentia pavor!
Sua mente, um oásis de incerteza,
ocasionava um medo incessante,
só da tempestade era quase iminente?
Não tinha medo também da confusão interior
Que o assolava bastante inquietante!
As ruas, as casas de aparência sombria,
as pessoas passavam como espectro ambulante,
aumentava-lhe cada vez mais a angústia,
ah! Como seu perambular era exitante!
Só que a pavorosa tempestade não apareceu,
o dia voltou com a sua claridade habitual,
o sol estava iluminando por momentos aquela vida sombria,
pior é que os raios da bondade e complacência dos homens
atingiam-no apenas superficialmente,
aquele pequeno ser estava em contato direto
com a maldade e malícia do ser humano,
se nesta etapa de sua vida, deveria receber
o carinho, o amparo e aconchego familiar,
recebia maus tratos, violência e desprezo de estranhos,
pois os seus próximos, foram violentamente assassinados.
A tempestade não veio, mas o que importava
se seu futuro na sua concepção seria viver condenado?
entretanto, precisava seguir seu caminho tortuoso,
parecia que ia cair num poço sem fundo!
Cansado dos infortúnios causticantes,
senta no banco da pracinha e cai num sono profundo,
mas no sono, a paz estava longe também!
Os piores momentos passados bombardeava terrivelmente.
Oh! Céus, quando viria o repouso,
Pelo menos para a sua mente?
E no sonho mesmo desaba e chora,
não conseguia chorar antes,
talvez para não sentir vergonha de ser fraco,
queria odiar sempre para ser sempre gigante!...
Naquele dilema mesmo no sonho
um estranho lhe apareceu, indagando copiosamente:
Porque choras, menino, neste banco desta praça?
Porque? Veja  no meu rosto
a infelicidade e que tamanha desgraça!...
restando-me só as lágrimas,
os desejo de vingança e meus lamentos,
este mundo cruel que  maltratou meus pais,
meus irmãos, tornou minha vida um tormento,
por causa deste viver desgostoso,
muitas vidas destruirei,
quantas foram tiradas deste mundo
todas vidas que tanto amei!
Acredite, meu filho, sei de todo seu sofrer,
imprimirei em teu coração a linda semente do amor,
perdoe e ame a todos, basta você querer,
este amor lavará tua alma e serás muito feliz,
por você e por todos fui eu que padeci na cruz,
espere aí, se é o que diz, então você só pode ser Jesus!...
sim, sou Jesus, um dia fui menino igual a você,
fui desprezado, odiado, humilhado,
o filho de Deus tinha de  padecer até os últimos instantes,
e sempre sou atingido quando humilham você,
mas eu digo: o meu maior mandamento é o amor,
retire do teu coração este ódio incandescente,
este sentimento do mal te envolve em trevas,
não carregues mais a tempestade em sua mente!
Um dia acalmei o mar que estava em fúria,
amedrontando os meus discípulos,
abrandarei também estas ondas que te assola dia a dia,
estes ressentimentos que não consegue mais arrancá-los,
são como feridas terríveis, são horrendas,
eu posso tirá-las de seu corpo
como fiz com os leprosos que estavam morrendo!...
apesar de estares arrasado e cansado de viver,
acredite, toda vida é um milagre proporcionado pelo Criador,
eu vim para que todos tenham vida em abundância,
quando sentires que a tormenta do mal te arrasta para o abismo,
chame-me que lhe defenderei e o ampararei em meus braços!...
E neste instante, o menino acorda e vê que é sonho...
Mas os céus estava em verdadeira festa,
aquela criaturinha foi transformada pelo realizador dos sonhos!...




José Lourenço Florentino
Enviado por José Lourenço Florentino em 23/08/2007
Código do texto: T620957
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
José Lourenço Florentino
São Lourenço - Minas Gerais - Brasil, 72 anos
355 textos (8175 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/08/17 01:51)
José Lourenço Florentino