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RETORNO

Acende-se a tocha
no altar do horizonte
A tarde cor de ametista
espreguiça-se
por detrás das montanhas

Final de dia
As calçadas se enchem
com passos ligeiros
no retorno trivial
da labuta diária

Casaco no ombro
gravata na pasta
Algarismos no rosto
Testa enrugada
Visível cansaço

Mensalão, sonegação,
Corrupção, político ladrão,
Meu Deus, que confusão!

E lá vai o João
batendo pandeiro
na marmita vazia
Mão de ferro do povo
calejada, cansada
Mão do progresso
que não perde a alegria
nem a esperança
por dias melhores
De ver sobre a mesa
O minguado feijão
de cada dia!
Olga Silveira
Enviado por Olga Silveira em 22/10/2005
Código do texto: T62122
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Sobre a autora
Olga Silveira
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil
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Olga Silveira