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PLANÊTA TERRA: PACIENTE EM ESTADO TERMINAL

Em linguagem médica, estado terminal é aquele em que um paciente está esperando apenas a hora de expirar. Pois já se esgotaram os recursos e expectativas de recuperação para ele.

Não obstante se dizer que enquanto houver vida há esperanças, ocasiões há em que essa esperança cessa e para-se de interferir no sentido de buscar a recuperação do paciente. Deseja-se até que ele se vá logo, a fim de acabar com o sofrimento tanto dele como daqueles que o cercam e vêem o seu sofrimento, seja parentes, amigos, ou equipe médica.

Casos há que não obstante o paciente ser jovem e forte, o seu problema, com base em experiências anteriores, não oferece esperanças de retorno a uma vida saudável, senão de parasitismo, razão porque se deseja que ele descanse logo.

O nosso globo terrestre está nessa situação; arfando como um doente lutando para sobreviver. A equipe médica, principalmente os ecologistas, vê com certa apreensão o estado em que ele se encontra, e lutam buscando reverter a situação. Mas o quadro clínico dele é irrevogável e piora dia-a-dia, rapidamente. Há pouco tempo se via abundância de tudo que a natureza produz, sem que houvesse intermediação do homem para isso. Peixes e aves eram vistos com abundância na natureza e suas capturas não era difícil, sendo utilizado método artesanal de captura. Hoje a abundância aparentemente continua, devido os mares e rios ainda nos fornecer os mesmos, mas isso devido ao uso de meios cada vez mais sofisticados para a sua obtenção, esgotando rapidamente as reservas naturais.

Os homens lutam para preservar espécies, procurando reprimir os exterminadores, e até reproduzem em cativeiros aquelas ameaçadas de extinção. Terão eles sucesso? Não. O que eles poderão conseguir é apenas prolongas um pouco mais a existência dessas espécies.

A grande quantidade de recursos que tem sido destinado para a preservação de animais e vegetais, deveria ser destinada a fazer os homens mudarem a sua forma de pensar.

O porquê da nossa afirmação está baseado numa profecia do profeta Isaías, feita a mais de dois mil anos, época em que não havia ainda nenhum motivo para preocupação por parte dos homens, posto que a maioria dos recursos naturais não haviam sido descoberta e, consequentemente, não explorada pelo homem.

Mas Deus que sabe o fim desde o princípio, avisou de forma muito enfática e incisiva sobre isso, veja:

"A terra pranteia se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enfraquece os mais altos do povo da terra. Na verdade a terra está contaminada debaixo dos seus habitantes; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram o pacto eterno. Por isso a maldição devora a terra, e os habitantes nela sofrem por serem culpados; por isso serão queimados os seus habitantes, e poucos homens restarão. A terra está de todo quebrantada, a terra está de todo fendida, a terra está de todo abalada. A terra cambaleia como ébrio, balanceia como a rede de dormir; e a sua transgressão se torna pesada sobre ela, e ela cai, e nunca mais se levantará." Is. 24;4-6, 19 e 20.

Quando os homens lançam mercúrio nos rios, estão quebrando uma lei natural e interferindo de modo violento e abusivo, rompendo com o equilíbrio existente. Quando eles fabricam gases que eliminam a camada de ozônio, estão praticando violência contra uma lei natural e sentenciando os moradores da terra ao sofrimento decorrente dessa atitude.

Mas tudo isso poderia ser evitado se o homem tivesse conhecimento e obedecessem uma lei maior, cujo legislador é o criador de tudo, e não quebrasse o pacto eterno estabelecido por esse criador. O homem não estaria, então, egoísta, avarento e cobiçoso. Também receberia do criador sabedoria para usar os recursos naturais de modo sensato e prudente, não trazendo sobre si as graves consequências resultantes de procedimentos tresloucados.

Apesar de a terra estar sentenciada, ainda existe esperanças para aqueles que desejarem uma nova terra onde habitará a justiça. Esses, se aceitarem a condição imposta pelo  Salvador do mundo, CRISTO, não serão aniquilados com aqueles que fizeram pouco caso, e que estão dizendo “eu pago pra ver”. Esse preço é alto, e não há como reverter a situação após o fechamento da porta da graça (favor imerecido de Deus).

Diz o mesmo profeta na mesma ocasião: "Cessa o folguedo dos tamboris, acaba a algazarra dos jubilantes, cessa a alegria da harpa. Já não bebem vinho ao som das canções; a bebida forte é amarga para os que bebem. Demolida está a cidade desordeira; todas as casas estão fechadas, de modo que ninguém pode entrar. Há lastimoso clamor nas ruas por falta do vinho; toda a alegria se escureceu, já se foi o prazer da terra. Na cidade só resta a desolação, e a porta está reduzida a ruínas.  Pois será no meio da terra como a sacudidura da oliveira, e como os rabiscos, quando está acabada a vindima. O pavor, e a cova, e o laço vem sobre ti, ó morador da terra." Is. 24:8-12.

Falou mais o Senhor: "E quando anunciardes a este povo todas estas palavras, e eles te disserem: Por que pronuncia o Senhor sobre nós este grande mal? Qual é a nossa iniquidade? Qual é o pecado que cometemos contra o Senhor nosso Deus? Então dirás: Porquanto vossos pais me deixaram, diz o Senhor, e se foram após outros deuses, e os serviram e adoraram, e a mim me deixaram, não guardaram a minha lei." Jr. 16:10 e 11.

Como se vê, existem razões para os desvairos dos homens. Não obstante eles estarem sendo avisados, poucos são os que levam isso a sério e fazem aquilo que disse o Senhor pelo profeta: "Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos; volte-se ao Senhor, que se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque é generoso em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." Is. 55:7-9.

Oli Prestes
Missionário
oliprest
Enviado por oliprest em 24/08/2007
Reeditado em 22/04/2016
Código do texto: T621466
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
oliprest
Manaus - Amazonas - Brasil, 67 anos
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