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HÀ UMA RUA

Há uma rua chinfrim
Por onde perambulam cachorros inválidos
e homens imaturos
esta rua me liga ao mundo
está rua nasce em mim
Nela os bichos da vida vivem a espreita
a rua é torta, não é direita
olho-a da janela de minha alma
que também é estreita
Ouço um grito de amor que ecoa sem resposta
Descobri que as casas da rua não tem porta
a rua esta vazia, a rua está morta
Talvez seja passarela da solidão?
ela é repleta de paralepipedos tristes
e agonia dos amores vãos
por ela um homem caminha cansado
Meu Deus, ele tem o meu rosto
meus Deus, ele tem minha alma
ele tem o meu coração
outro passa com pressa
Há também um bêbado desolado,
que debulha em silêncio o seu violão
nem sabem que a rua é minha
Mas não reclamo,
minha rua é mesmo uma porta aberta
por entram a morte, que é a ante-vida
e a vida se esconde-se nos desvãos
Mas sei que tudo está lá
Até o vidro trincado da dúvida
e o fecho quebrado da emoção
tudo caminha por ela
tudo nela se perde
tudo nela é ilusão,
A minha rua na verdade
está abandonada
nelas os faróis se fecharam
E eu nunca soube a razão


Celio Govedice
Enviado por Celio Govedice em 24/08/2007
Reeditado em 24/08/2007
Código do texto: T621667

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Sobre o autor
Celio Govedice
Santana de Parnaíba - São Paulo - Brasil
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Celio Govedice