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Batom

Eu aguardo o inicio...
Rostos me gritam
Eu tento, mas não consigo ignorá-los
São espectros que invadem meu sono
Como flores funestas emanando impositivo perfume

Eu rezei tanto para minha alma fechar-se a esses devaneios
Então
Quando sonho
São tantos diferentes tormentos
Desprotegido e em queda livre
Sinto meus punhos sangrados assassinamente

Mostre-me sorrisos chicoteados em meio ao pandemônio
Sorrisos...
Essa luz negra na qual você se escora
Para mim é apenas mais um pedaço de deserto

Eu rezei tanto para minha alma fechar-se a esses devaneios
Mas do pó emergem meus crimes
Irônicos a me encarar no espelho

Afogado num cubículo florido
O funeral adocicado em minhas narinas
Arranha-me onde eu julguei estar imune

Raízes aguardam-me famintas

Olhos convenientes esperam por lágrimas teatrais
Então
Depois da lamuria
Estarei a trafegar em seu onírico?

Quem sabe...
Eu rezei tanto para minha alma fechar-se a esses devaneios
Docca Soares
Enviado por Docca Soares em 24/08/2007
Código do texto: T621742

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Sobre o autor
Docca Soares
Curitiba - Paraná - Brasil, 43 anos
24 textos (922 leituras)
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Docca Soares