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Uma música estranha às vezes me entranha

Uma música estranha
Bate na minha porta
Um ritmo inerte me flerta
Uma poesia de entranhas
Me estranha
Um nervo exposto me arrepia
Um momento de insônia
Me explicita
Palavras destoam
E me desarrumam
Um sinal aclara no horizonte
E escurece o meu dia
Simultâneo
O instante e o distante
O infinito me mente
E me engana
O que penso me pesa
Preso
Levo nas costas a carga do imperceptível
Minha intolerância se educa
Há palavras que podem
E as que te fodem
As ditas
E as malditas
As de alcova
E as explícitas
As que irritam e pisam em calos
O galo que canta
O canto que cala
Minha nuca ferve
Meu sangue revolta-se mas me obrigo ao quieto
Canto para passar a onda
E nado por baixo da tsumani
São grandes os sonhos em suas grades
Os martelos repicam na noite e acordam todos
Sigo me relacionando com as coisas
E pessoas me soam estranhas
Seus objetivos imediatos
A falta de perspectivas
Seus ativos e passivos
Seu crivos que censuram meu uivos
Minha coleira aperta
Minha corda está curta
Abrevio a prosa para não parecer chato
Prolixo
Para não ir para o lixo do esquecimento
Para não revelar a senha
Personalidades
Heterônimos
Para não abrir meus recônditos
Dobro e redobro-me para caber na mala
E pronto. Ponto.
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 25/08/2007
Reeditado em 25/08/2007
Código do texto: T622830

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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