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Chuva Temporã

Hoje podia chover que ninguém ia chorar.

Esse sol esturricando tudo!
Secando essas dores com sal puro...
Ardendo, ardendo.
Desliza de mim pura angústia, mui aguda.

A minha dor é de tantos outros.
A dor de outros
é a minha mais permanente.

Me dói o estômago por um.
Doem mil estômagos por mim.
Doem meus mil estômagos por mil.
Dói o estômago dele em mim.

Se hoje esse sofrimento
cessasse de tardar
e precipitasse... Que chuva que seria!

Esse sol cansa, essa luz cega.
E eu quero uma janela bem embaçada
de águas chegando muito frustradas
pois não atravessam o que é translúcido,
por hoje não haver quem chova em lágrimas
por tanta chuva.
Fernanda Lobo
Enviado por Fernanda Lobo em 27/08/2007
Reeditado em 28/08/2007
Código do texto: T625664

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Sobre a autora
Fernanda Lobo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Fernanda Lobo