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Sequidão

Sequidão

Dança-se o fado
Fatídico destino do caminho
Dança-se o fado, dominado pelo vinho
Morte súbita, desfecho esperado!

Não há razão em esperar
Dança-se o fado
A vida vira – revira, passo marcar
Na roda viva do sonho malfadado.

Enfadonho caminho
Sabe-se o final
Dança-se o fado sozinho
Descortinado o véu fatal.

Quem dera não saber
Não conhecer a bruxaria das mulheres
Dança-se o fado sem fazer
O saboroso cansaço dos talheres.

Voa mais uma vez a esperança
Lançado ao vento sonho que não alcanço
De ver nascer a doce criança
Nos amores que balanço!

Dança-se o fado e não reconheço
A mulher que nascia
Morta, juventude que aborreço
Videira seca, uma dança fria!
 
Cristina Ribeiro
Enviado por Cristina Ribeiro em 27/08/2007
Código do texto: T626363

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Sobre a autora
Cristina Ribeiro
Cabo Frio - Rio de Janeiro - Brasil, 51 anos
65 textos (6026 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/10/17 14:42)
Cristina Ribeiro