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Lascas de saudade perdidas no tempo.

LASCAS DE SAUDADE, PERDIDAS NO TEMPO.


Espelhos quebram a medida em que os tempos... Passam
Repetem as cenas que serviram como exemplos,
Tal como o pó que, espalhado pelos ventos,
Foi encobrindo tanta história, em muitos templos.
Mas é o vento e o próprio tempo que descerram
Todas relíquias, transformando a história em lascas,
Submersas nas imagens do passado, as quais encerram,
Por muito tempo, nossas lendas eternizadas.

Assim, espelho-me nos exemplos singulares,
Onde as verdades fazem morada, inevitável,
Para expeli-las como pó em muitos pares,
Das futuras gerações em que o vento inabalável,
Persistente e indomável, leva esperanças nos futuros,
Com amor, com união e aonde talvez exista a paz,
Pois hoje, os exemplos estão em templos muito duros,
Invulneráveis, que só o tempo invencível os desfaz.

Agora entendo que os exemplos vêem dos espelhos
E que as mentiras são as verdades passageiras,
Não se eternizam, nem se prestam como conselhos,
Porque dos templos são as lascas mensageiras
Que farão parte de um conjunto de saudades
E que, em meio ao pó, enterrará a minha história,
Passageira, entre as mentiras ou verdades,
Eternizada pelo tempo, o mesmo que levou minha memória.

Passam exemplos pelos ventos,
em muitos templos,
que descerram a história em lascas,
as quais encerram as nossas lendas eternizadas.
Exemplos singulares fazem morada, inevitável,
em muitos pares em que o vento inabalável
leva esperanças nos futuros,
onde talvez exista a paz,
em templos muito duros
que só o tempo invencível os desfaz.
Dos espelhos são as verdades passageiras,
nem se prestam como conselhos,
são as lascas mensageiras.
De um conjunto de saudades, a minha história,
Entre as mentiras ou verdades, minha memória.
Condorcet Aranha
Enviado por Condorcet Aranha em 24/10/2005
Código do texto: T62901

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Sobre o autor
Condorcet Aranha
Joinville - Santa Catarina - Brasil, 76 anos
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